O ex-vereador Carlos Bolsonaro manifestou-se publicamente neste sábado para relatar o agravamento no estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com o filho, o ex-mandatário vem apresentando episódios de sonolência prolongada devido ao uso de medicamentos de tarja preta e de forte impacto no organismo. A declaração do pré-candidato ao Senado ocorre no mesmo período em que os advogados de defesa enviaram um relatório detalhado ao Supremo Tribunal Federal. O documento jurídico aponta que o ex-presidente tem sofrido com intensas e frequentes crises de soluço, situação que obrigou a equipe médica a administrar dosagens de remédios que operam no limite das margens de segurança biológica. Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar para se recuperar de um quadro de broncopneumonia.
Carlos utilizou suas plataformas digitais para explicar que tentou realizar uma visita ao pai durante a manhã, mas só conseguiu interagir com ele por um breve período de cinco minutos, pois o idoso permaneceu desacordado e sob o efeito dos sedativos durante quase todo o tempo regulamentar. O regime de visitas atual segue determinações rígidas estabelecidas pelo ministro Alexandre de Moraes, que restringe o acesso de parentes ao período compreendido entre as 8h e as 10h da manhã. O ex-vereador informou que seu pai só conseguiu despertar poucos minutos antes do encerramento do horário permitido e lamentou o pouco tempo de convivência antes de seu retorno planejado para o estado de Santa Catarina.
Durante o desabafo, o filho do ex-presidente teceu duras críticas aos critérios e limitações impostas pela decisão do magistrado do STF. Carlos argumentou que o rigor das medidas aplicadas ao seu pai supera os protocolos de restrição adotados pelo sistema penitenciário brasileiro até mesmo para detentos considerados de alta periculosidade. Como exemplo das dificuldades impostas à rotina familiar, ele citou o caso das netas de Bolsonaro, que receberam autorização judicial para entrar na residência apenas em um turno que coincidia com o horário de exibição do primeiro jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, impedindo que os familiares assistissem à partida de futebol reunidos.
Jair Bolsonaro permanece sob o regime de custódia em sua residência por determinação de Moraes, que estipulou inicialmente um prazo de 90 dias para a medida cautelar. Esse período regulamentar tem previsão de encerramento para o próximo dia 25 de junho. No entanto, diante da fragilidade do quadro clínico apresentada nos novos laudos médicos entregues à Suprema Corte, a tendência nos bastidores jurídicos é de que a prisão domiciliar seja prorrogada pelas autoridades para garantir a continuidade da assistência médica e da recuperação do ex-presidente.
Carlos Bolsonaro relata piora na saúde do pai e critica restrições de visitas em prisão domiciliar
Com informações de a voz das cidades

