O Brasil deu o último adeus a Oscar Schmidt na noite desta sexta-feira (17), em uma cerimônia de cremação restrita exclusivamente aos familiares. Em um gesto que simboliza sua trajetória de dedicação ao esporte nacional, o ex-jogador foi vestido com a camisa da Seleção Brasileira de basquete para sua despedida final. O local do ato não foi revelado pelos parentes, que optaram pela privacidade após agradecerem publicamente, por meio das redes sociais, as inúmeras demonstrações de carinho e apoio recebidas de fãs e admiradores de todo o país.
A morte do ídolo ocorreu no mesmo dia, após ele sofrer um mal-estar em sua residência, em Santana de Parnaíba. Oscar chegou a ser socorrido e levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana em estado de parada cardiorrespiratória, mas as tentativas de reanimação não tiveram sucesso. Embora a causa exata do falecimento não tenha sido detalhada em laudo oficial, o “Mão Santa” já enfrentava uma longa e conhecida batalha pela saúde. Desde 2011, ele tratava um tumor cerebral e, nos anos mais recentes, passou a lidar também com complicações cardíacas que o levaram a internações anteriores.
Mesmo com as limitações impostas pelo tratamento, que incluía sessões de quimioterapia e cirurgias, Oscar sempre foi reconhecido por sua postura otimista e sua vontade de viver. Devido ao quadro delicado de saúde, ele vinha mantendo uma rotina mais reservada e voltada ao convívio familiar, o que justificou sua ausência em eventos públicos recentes. Um exemplo disso ocorreu há cerca de duas semanas, quando foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil e foi representado no evento por seu filho, Felipe Schmidt.
Oscar Schmidt encerra sua jornada física deixando um legado inalcançável no basquete mundial. Ele permanece como o maior cestinha da história da Seleção Brasileira e o recordista absoluto de pontos em Jogos Olímpicos, conquistas que o colocam em um patamar de lenda eterna. A discrição de sua despedida reflete o desejo da família de preservar a memória do homem por trás do ídolo, enquanto o país lamenta a perda de um de seus maiores exemplos de garra e patriotismo.
Oscar Schmidt é cremado com camisa da Seleção de basquete
Com informações de a voz das cidades


