Os meses de agosto e setembro exigem atenção redobrada da população para a presença de escorpiões, período em que os aracnídeos entram em sua fase de maior atividade e reprodução. Em Fernandópolis, dados do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) apontam que 286 acidentes com o animal foram notificados entre janeiro e o final de agosto deste ano, o que representa uma média superior a uma ocorrência diária. A região do noroeste paulista figura entre as áreas com maior probabilidade de encontros com a espécie no país, conforme estudo recente divulgado na revista científica PLOS Neglected Tropical Diseases.
O histórico do município demonstra a constância do problema na área urbana. Desde o início das medições oficiais, em 2007, Fernandópolis contabiliza 4.715 acidentes escorpiônicos, sem registro de mortes na cidade. O pico de notificações ocorreu em 2023, quando foram registrados 612 casos. A gravidade da situação regional também levou a vizinha prefeitura de Votuporanga a declarar oficialmente um cenário crítico de proliferação do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), espécie que se reproduz por partenogênese — processo em que a fêmea gera dezenas de filhotes sem a necessidade de um macho —, aproveitando o calor e a infestação de baratas em redes de esgoto para se multiplicar rapidamente.
Para evitar acidentes dentro das residências, especialistas e autoridades sanitárias recomendam manter ralos e pias vedados, usar telas de proteção em frestas, evitar o acúmulo de entulhos e verificar sapatos e roupas antes de usá-los, além de afastar camas e berços das paredes. Em situações de picada, a recomendação é buscar imediatamente socorro médico na Santa Casa de Fernandópolis, unidade de referência no município para avaliação e eventual aplicação do soro antiescorpiônico, cuja indicação varia de acordo com a gravidade do quadro e a idade da vítima.
Período de reprodução do escorpião-amarelo acende alerta para alta de acidentes em Fernandópolis e região
Com informações de a voz das cidades

