A investigação sobre a morte da soldada da Polícia Militar Gisele Santana, ocorrida no dia 18 de fevereiro no centro de São Paulo, entrou em uma nova fase após a exumação de seu corpo, realizada na última sexta-feira (6). Novas análises periciais identificaram marcas no pescoço e em outras partes do corpo da policial, o que levantou dúvidas sobre a versão inicial do caso. Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, na região do Brás.
Com a descoberta das lesões, médicos legistas do Instituto Médico-Legal (IML) realizaram exames de imagem complementares, como uma tomografia, para avaliar detalhadamente a região cervical. O foco das autoridades agora é determinar se a policial sofreu algum tipo de estrangulamento ou compressão manual antes de ser atingida pelo disparo. Essa nova linha de apuração soma-se ao depoimento de um bombeiro experiente que atendeu a ocorrência e estranhou a forma como a arma estava posicionada na mão da vítima, registrando fotos por considerar a cena atípica para casos de suicídio.
Além da posição da arma, outros detalhes na cena do crime chamaram a atenção dos investigadores, como o fato de o sangue já estar coagulado quando o socorro chegou e o sumiço do cartucho da bala, que não foi localizado no imóvel. Apesar dos indícios que sugerem uma possível alteração no local ou uma dinâmica diferente da relatada, o marido da policial mantém a afirmação de que ela tirou a própria vida. Através de nota, a defesa do tenente-coronel ressaltou que ele não é considerado suspeito ou indiciado, e que tem colaborado voluntariamente com todos os passos da apuração policial.
O caso segue sob sigilo enquanto os laudos da exumação e as perícias de imagem não são concluídos. A Polícia Civil também analisa a presença de um desembargador no apartamento logo após o ocorrido; a defesa do magistrado afirmou que ele esteve no local apenas para prestar apoio ao amigo e que está à disposição para eventuais esclarecimentos. A expectativa é que os resultados dos exames complementares tragam a resposta definitiva sobre se houve luta corporal ou intervenção de terceiros antes do disparo fatal.
Perícia aponta marcas no corpo de policial militar e investigação sobre morte ganha novos rumos
Com informações de a voz das cidades


